Nem sempre os ensaios dizem tudo, mas também não dizem nada por acaso. Portugal deixou sinais pouco consistentes nos dois últimos jogos antes do Mundial. Muitas alterações, pouca estabilidade e a sensação de que se testou mais do que se consolidou. Percebe-se a intenção, mas a antecâmara de um Mundial talvez exigisse maior clareza. A exigência do grupo não é muita, é verdade, mas gato escaldado...
Portugal tem, provavelmente, uma das melhores gerações de sempre. E isso, embora traga conforto nas escolhas, traz responsabilidade. Quando é difícil escolher, é porque o nível é alto. E, quando o nível é alto, a exigência tem de acompanhar. Esta equipa tem de valer mais do que aquilo que mostrou.
No plano interno, o Vitória regressa após a paragem com pouco espaço para dúvidas. A época tem sido irregular e o jogo com o Tondela pode não resolver tudo, mas pode dizer muito. Ainda na ressaca da saída de Luís Pinto, há duas jornadas, e das suas declarações, reafirmando que “tinha condições para continuar”, seguem-se agora exames para terminar a temporada com outra imagem. Passou mais uma semana e não altero o sentido do que aqui escrevi. Mais do que resultados, falta discutir o essencial. Continuar a adiar essa conversa é o maior erro.
Há, ainda assim, sinais positivos. No polo aquático, o Vitória voltou a conquistar a Taça de Portugal, confirmando o domínio na modalidade. No voleibol, o regresso às decisões do campeonato devolve ambição a uma secção com tradição. Parabéns.
Por Carlos Ribeiro