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Ninjas, samurais e muita aura. Nioh é lançado terça-feira e abarca um misto destes conceitos. Sombrio, o exclusivo da PS4 gira à volta do período feudal japonês, lá pelo século XVII, onde vários seres demoníacos espalham o terror bem à sua maneira.
É aqui que entra o nosso guerreiro William. Armado com pouco mais do que umas trusses, começamos por tratar da saúde a um guarda, ao qual roubamos equipamento. Será assim ao longo do jogo: calças, chapéus, armaduras e… armas. Temos um vasto leque de artefactos que podemos usar para derreter os inimigos: desde a simples e clássica espada até armas de fogo mais sofisticadas. Podemos equipar duas armas de luta e duas de fogo, entre as quais alternamos facilmente com o nosso Dualshock.
A nossa postura também é determinante em certos duelos: podemos optar por três formas de encarar os adversários, cada uma delas com características distintas, desde o ataque furtivo para infligir mais dano até ao pé atrás para bater mais facilmente em retirada.
Amrita e Chi
O nosso personagem tem, além da típica barra de vida, dois outros indicadores a que convém ter atenção. O primeiro dá pelo nome de Amrita e está ligado ao nosso guardião espiritual. A sua barra vai enchendo e pode ser muito útil para melhorarmos algumas das nossas características junto de pequenos altares que vamos encontrando, ou então usar poderes especiais. Quando morremos perdemos a nossa Amrita e regressamos ao jogo no altar mais próximo, mas podemos recuperá-la caso passemos pelo local onde nos fizeram a folha.
O outro indicador é quase tão crucial como a barra da vida. Chama-se Chi (Ki, se preferirem) e já deve ser familiar a quem joga títulos do género. Gastamos Chi a atacar e a defender-nos, e sem ele ficamos tão vulneráveis como um coelhinho fofinho. A barra recupera automaticamente, embora haja maneira de o fazer mais depressa (o jogo ensina-nos a fazê-lo).
A ação do jogo é constante e, embora possa parecer repetitiva no início, essa sensação acaba por desaparecer, ainda que o sistema de ‘boss’ atrás de ‘boss’ esteja presente. Afinal, não é esta uma fórmula de sucesso? Mais uma vez, quando chegamos aos monstros, o X torna-se num dos nossos melhores amigos. É que nem sempre há tempo para tomar uma poção sem levarmos com um machado na cara, portanto primeiro há que ganhar uns metros, recuperar e depois sim, contra-atacar.
Graficamente não vamos propriamente ficar apaixonados por Nioh – o amor de Uncharted 4 ainda está demasiado fresco na memória – mas a nota é bem positiva. É importante afinar o contraste antes do início do jogo para termos a certeza de que não deixamos escapar pitada da ação. As batalhas são bem dinâmicas e o facto de podermos centrar a câmara em quem queremos enviar para os anjinhos ajuda muito. Assim só temos de preocupar-nos com William e podemos saltitar à vontade pelo espaço disponível, sem que a nossa visão seja comprometida.
Resta dizer que a sonorização de Nioh mostra que foi produzida por quem sabia o que estava a fazer, ainda que não seja daquelas que nos façam ir ao YouTube. A legendagem em português também está bem conseguida.
Resumindo: Nioh não engana ninguém. O género está lá, bem definido, e o jogo parece cumprir aquilo a que se propôs. Se vai ser um clássico? Há dúvidas. Mas se é um bom jogo? Nenhumas.
Enredo: 3
Gráficos: 4
Jogabilidade: 4,5
Som: 3,5
NOTA FINAL: 4
Por Luís Miroto Simões