_
Numa altura em que os fãs dos videojogos de futebol são cada vez mais exigentes para com as produtoras, recordemos um passado não muito distante mas deliciosamente saudosista. Hoje viajamos até 1990, ano de Campeonato do Mundo em Itália. E nos videojogos.
O Italia 90 tinha tudo: desde logo um relvado verdejante visto… de cima. Quem diria que esta câmara seria um sucesso anos depois na Liga dos Campeões, por exemplo? A nossa spider cam primitiva, que nos chutões altos quase era tocada pela bola, voava sobre os jogadores à boleia de uma música tão divertida quando hipnotizante. Tanto que nem dávamos pelo tempo passar, ainda que um jogo fosse demorado. Se a memória não me atraiçoa, cada encontro durava à volta de 12 minutos.
Como Portugal não estava presente no jogo, era adepto fervoroso do Brasil. Apressava-me a escolher os melhores para entrar em campo e depois era a magia dos três botões A, B e C. Um rematava, outro passava e o terceiro mandava uma bola alta.
O apito do árbitro era bem audível, ainda que ele não aparecesse em campo. Na verdade também não era necessário, já que… não havia faltas! Isso mesmo: o World Cup Italia 90 era o paraíso dos caceteiros! Entradas por tudo o que era lado resultavam num adversário espalmado no chão durante alguns segundos e nada mais do que isso. Arbitragens polémicas? Modernices…
Por Luís Miroto Simões