_
Your browser doesn’t support HTML5 video
Pergunta: pode um boneco que aspira os adversários e cospe-os contra os outros ter originado uma das 50 sagas mais vendidas da história dos videojogos, com mais de 36 milhões de cópias?
Resposta: um redondo sim. Tão redondo quanto a barriga de Kirby.
A saga protagonizada pelo simpático personagem teve início em 1992, quando Kirby’s Dream Land foi lançado para o saudoso Game Boy. Foi o meu primeiro título para a consola portátil da Nintendo. Tinha o chique Game Boy Pocket, uma espécie de versão ‘slim’ – assim seria chamada agora.
Pois bem: o nosso herói vivia pacatamente em Dream Land até que o Rei Dedede, um simpático figurino também ele redondinho, com coroa e uma capa que lhe tapava os pés, decidiu roubar toda a comida da aldeia para dar uma festa à meia-noite. A nossa cruzada passava, pois, por recuperar toda a comida e saciar a fome dos nossos conterrâneos. Um jogo que pautava por uma linha claramente mais infantil mas que nem por isso deixava de nos agarrar. Até porque era impossível guardar o nosso progresso, pelo que teríamos mesmo de ir até ao final.
O jogo era curto – tinha apenas cinco níveis, mas a verdade é que custou muito dinheirinho em pilhas AAA para o Pocket. Não sei, havia algo naquela música contínua que roçava o viciante. Era forçado a desligar o Game Boy quando era hora de dormir (lembrem-se que ecrãs retro-iluminados era uma assombração do futuro naquele tempo) e ligava-o pela manhã para começar tudo de novo. O final do jogo acontecia com uma chuva de alimentos sobre a aldeia e, depois dos créditos, tínhamos a opção de jogar uma versão mais difícil.
Kirby’s Dream Land foi o início de uma série de sucesso, com mais de 25 jogos. De resto a primeira versão foi reeditada para a Nintendo 3DS em 2011, via emulação. Hoje em dia podem encontrá-lo facilmente na internet através de emuladores. Se ainda o tiverem em casa, deem-lhe vida uma vez mais e recordem os tempos em que gostavam de aspirar.
Por Luís Miroto Simões