Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
O Watch GT ganhou a 'alcunha' de runner e a mudança é justificada
Seguir Autor:
Nos últimos anos tem sido recorrente a aposta de marcas como Samsung, Apple ou Huawei no lançamento de wearables, mas o problema de todos eles eram praticamente sempre o mesmo. Eram relógios interessantes para o uso de quem encara a corrida e o desporto em geral apenas como um meio de escape da rotina, mas não eram tão interessantes quando o propósito do utilizador visava performance e melhoria do rendimento. E não há nada de errado nessa situação, porque um wearable não é um relógio desportivo, por mais funções desportivas que tenha. Mas para quem está habituado a ver certas funcionalidades no relógio como nós, a verdade é que sentíamos sempre isso como algo a melhorar.
Até que nos chegou às mãos o Huawei Watch GT Runner. Não é um relógio perfeito, não chega à capacidade de outros mais voltados para o desporto, mas marca mesmo um ponto de viragem na ligação entre o lifestyle e desporto. O nome 'Runner' não está lá por acaso. Já tínhamos ficado agradados com o Watch GT 3 e o salto dado neste GT Runner é evidente. E mostra que a Huawei quer mesmo apostar forte neste mercado, captando não só o atleta recreativo, como o atleta mais focado em performance. Por alguma razão uma das caras de promoção deste modelo é Mo Farah, provavelmente o atleta britânico mais bem sucedido da história. Sim, bem sabemos que nisto da publicidade nem tudo é tão linear assim, mas saber que um atleta como o antigo recordista europeu da meia maratona usa um determinado relógio é logo um sinal de que algo está bem feito. E é este o caso do GT Runner, um relógio que se destaca a uma primeira vista em três aspetos: é leve (38,5 gramas) é bonito (pelo menos no nosso entendimento) e tem um visor de elevadíssima qualidade (tem um ecrã de 1,43 polegadas AMOLED 466 x 466 HD)
Conta com um sensor cardíaco que, ao contrário do que observamos nos anteriores modelos - e até noutros de marcas concorrentes -, se apresentou com uma fiabilidade e consistência surpreendentes. A bateria, que tantas vezes é o calcanhar de Aquiles neste tipo de relógios, apresenta uma autonomia bastante interessante, que nos permite treinar de forma intensiva durante praticamente uma semana completa sem nos preocuparmos em recarregá-lo. A Huawei anuncia-o como tendo uma autonomia para 7 dias em uso intensivo e a conta anda mesmo por aí...
Mas o maior avanço neste Watch Runner GT é mesmo o programa de análise de forma, muito ao jeito do que vemos em relógios da Garmin ou COROS. Utilizando um algoritmo próprio, baseado nos ritmos de corrida, no ritmo cardíaco, outros outros parâmetros, o relógio calcula a nossa necessidade de repouso, a eficácia do treino e até nos dá previsões de tempos aproximados para determinadas distâncias. Aqui nada de novo em comparação com outras marcas. Mas o que nos surpreendeu foi mesmo a forma quase perfeita como nos previu o tempo de maratona. Começámos a utilizá-lo duas semanas antes da prova alvo e, com base nos treinos que fomos fazendo, o relógio apontou-nos um tempo uns segundos abaixo das 3 horas. Fomos a Sevilha correr a maratona e andámos bem lá perto. A 56 segundos, para sermos mais exatos.
Para lá deste programa de análise de forma, o Huawei Watch GT Runner possui também um sistema de treinador inteligente, que nos cria um plano de treino personalizado baseado em vários parâmetros. Podemos também efetuar um teste de limiar, para ajudar a definir zonas de treino. Depois, criado o plano, o relógio apresenta-nos o que temos no programa para determinado dia. Nunca será como um treinador pessoal, com uma atenção maior ao detalhe, mas não deixa de ser efetivamente uma ferramenta bastante interessante, que é baseada nas métricas que o relógio vai captando a cada treino.
Localização, funcionalidades...
Outra funcionalidade que nos agradou foi a capacidade de carregar percursos para o relógio e segui-los. Lá está, não é nada de novo em comparação com outros relógios desportivos, mas a forma simples como os podemos utilizar e até a qualidade e fiabilidade dos mesmos são mais um ponto a favor. Falando em percursos, tem a capacidade de suportar os 5 sistemas de navegação mais importantes (GPS, GLONASS, Galileo, Beidou e QZSS), o que garante desde logo uma fiabilidade de deteção de sinal (antes e durante) acima da média.
Tal como os relógios anteriores - e nisto está a par dos demais de outras marcas -, conta com capacidade para reprodução de música (conta com um armazenamento de 4GB), de responder e atender chamadas no próprio relógio, possui também contador de passos e outras métricas. Munido do sistema operativo 'HarmonyOS 2.1', o Watch Runner GT permite a instalação de várias aplicações, o que no nosso caso é algo que não é tão necessário assim, mas bem sabemos que há quem goste de ter o relógio bem 'artilhado'.
Chegamos até aqui apenas focando a nossa atenção nas funcionalidades voltadas para a corrida, mas a verdade é que este Watch GT Runner também pode ser utilizado noutras modalidades, como ciclismo, natação (tem resistência à água 5 ATM), esqui, snowboard, elíptica, treino de força ou remo. Outra adição importante é a presença do triatlo, que nos permite gravar uma atividade desta modalidade em conjunto, sem necessidade de alterar para cada um dos segmentos. Basta iniciar a atividade e quando for necessário fazer a transição basta-nos premir o botão lateral e seguimos para o segmento seguinte.
Mais caro, mas...
Já à venda no nosso país, o Huawei Watch GT Runner tem um preço de venda recomendado de 319,99 euros e pode ser encontrado tanto nas lojas físicas das principais cadeias de venda nacionais como no site oficial da marca. O preço representa um aumento considerável em relação aos seus antecessores, mas a verdade é que as inovações apresentadas assim o justificam. E olhando ao mercado, colocando também na 'luta' os smartwatch da Garmin, nomeadamente o Venu2, a Huawei apresenta aqui uma máquina com atributos para entrar no pódio dos melhores no que a equilíbrio entre o relógio inteligente e o relógio desportivo diz respeito.
O que ainda lhe falta...
Aqui chegados é facilmente percetível que o nosso teste acabou com nota positiva, mas nem isso nos impede de encontrar alguns pontos que, no nosso entender, poderiam tornar toda esta experiência ainda melhor. E há dois, especialmente para os corredores mais avançados, que fazem a diferença: a capacidade para exportar treinos para serviços externos, como o Strava, e também a funcionalidade para carregar treinos pré-definidos via Training Peaks. E se o primeiro aspeto é facilmente contornável através de uma aplicação criada para o efeito, o segundo ainda não tem qualquer solução. Por isso, se tivermos um plano de treinos definido por um treinador a seguir, o mais certo é termos de andar de cábula atrás...
Venceu os 10 km. Villa de Laredo em 29:50
Fast-R NITRO Elite 3 e Deviate NITRO Elite 4 ganham novas cores
Portuguesa concluiu a prova em 2:26.26 horas
Atleta portuguesa ficou em 12.º no Urban Trail de Lille
Holandeses e italianos ficaram sem representantes nas provas europeias
Juiz português envolto em polémica na sequência de um lance com um ex-Benfica, no duelo entre Estrasburgo e Mainz
Sergio Bueno, treinador do Mazatlán, terá de fazer várias horas de "trabalho social orientadas para a promoção da igualdade de género".
Com a eliminação do Sporting, o nosso país fica agora apenas com FC Porto e Sp. Braga nas provas europeias