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Jornalista Record está no Quénia a treinar junto dos atletas locais e partilha a sua experiência
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Quando na semana passada viajei para o Quénia, sabia que ia enfrentar condições únicas, que nunca tinha sentido. Estar a viver, mesmo que por apenas duas semanas, em altitude, acima dos 2400 metros, seria um teste físico que exigia um cuidado extremo. Os 2400 metros nem são uma altitude exagerada, mas para quem faz vida ao nível do mar é mais do que certo que o corpo, eventualmente, vai dar a notar os efeitos e ressentir-se. Sabia disso e estava mais ou menos preparado.
Ainda assim, os primeiros dias fizeram-me ir ao engano. Sexta-feira e sábado, os primeiros dias em que treinei, senti-me sempre muito bem. O ritmo cardíaco nos treinos estava em linha com o que tinha em Lisboa, os ritmos de corrida não me pareciam demasiado exigentes, mesmo nesta altitude e com um perfil de terreno sempre em sobe e desce. Só que no domingo, ao terceiro dia, veio o primeiro sinal.
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No final do treino longo, como disse ontem, senti uma ligeira quebra. Consegui acabar os 20 quilómetros, mas percebi que estava finalmente a sentir em mim os impactos da altitude. As horas seguintes agravaram um pouco os sintomas. Essencialmente dor de cabeça, como não me recordo de ter sentido. Neste momento agradeci o facto de ter dado ouvidos a quem já cá esteve e ter trazido alguns medicamentos para tratar precisamente destes problemas que são normais mas, que ao mesmo tempo são... 'chatos'.
A noite de domingo para segunda foi tudo menos fácil. Adormecer tornou-se numa missão complicada e, quando adormecia, pouco depois acabava por acordar (o meu relógio diz que acordei seis (!) vezes). Quando acordei definitivamente, pelas 7 horas,, a dor de cabeça ainda cá estava, mas bem menos forte. As horas foram passando e a dor foi desaparecendo. Felizmente!
No meio disto tudo, com um feitio algo teimoso, não deixei de fazer o treino do dia. Eram só 50 minutinhos, num ritmo calmo. E assim o fiz. Senti-me sempre bem, não forcei ritmo, nem me senti a forçar o meu esforço. Foi quase como um remédio para definitivamente mandar embora a dor de cabeça. O resto do dia acabou por ser utilizado para curar de vez quaisquer resquícios de fraqueza. Fiz vida de atleta, mas sem o treino da tarde. Hoje foi definitivamente um dia com pouca coisa para contar, um pouco à imagem da vida aqui na zona de Kaptagat.
Amanhã está previsto acompanhar os atletas do Rosa & Associati no treino de pista. Será uma oportunidade única de ver bem de perto estas máquinas, estas verdadeiras gazelas, a dar tudo em torno de uma pista que, por estes dias, está sempre repleta de atletas. Infelizmente não vou poder treinar, porque haverá trabalho a fazer, mas fica a promessa de, antes de ir embora, fazer lá um treino. Era quase um crime voltar a Portugal sem pisar a pista do Estádio Kipchoge Keino.
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