Olímpicos amaldiçoados

São já 16 os atletas que estiveram nos Jogos Olímpicos de Londres de 2012 e faleceram. Todos em circunstâncias diferentes: doença prolongada, acidentes, suicídios e até homicídios. É como diz o ditado espanhol: "No creo en brujas, pero que las hay, las hay".

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E se os Jogos Olímpicos de Londres carregassem uma maldição para aqueles que participaram? A pergunta começou a ser feita depois da morte de Yulia Balykina. A velocista bielorrussa, de 31 anos, foi a quarta mulher a perder a vida após a competição realizada na capital inglesa. Há ainda a registar 12 atletas masculinos. Balykina estava desaparecida desde outubro. O corpo apareceu embrulhado numa floresta de Minsk, capital da Bielorrússia, a 16 de novembro. No dia seguinte, o namorado confessou tê-la assassinado depois de ela o informar que planeava deixá-lo.

Muitos casos

O ano passado foi, aliás, fatídico. O triatleta francês Laurent Vidal, também com 31 anos, faleceu de ataque cardíaco. Foi quinto classificado nos Jogos de Londres. Deixou de competir em abril de 2014 depois de sobreviver a um episódio de morte súbita. Trevor Moore, regatista norte-americano de 30 anos, representou o seu país na categoria de 49er. Seria dado como morto a 25 de junho, após três dias de intensas buscas, quando a embarcação na qual seguia apareceu vazia na Florida. O seu corpo nunca foi encontrado. Daundre Barnaby, do Canadá, foi sexto da sua série nos 400 metros de Londres. A 27 de março, o morreu afogado numa concentração da equipa canadiana na ilha caribenha de San Cristóbal. Tinha 24 anos.

Já o desporto francês perdeu dois medalhados de uma só vez. A nadadora Camille Muffat, com 26 anos (quatro vezes campeã da Europa e medalha de ouro em Londres), e o pugilista Alexis Vastine, com 28 (bronze em Pequim-2008 e eliminado nos quartos de final de 2012), faleceram num acidente de helicóptero, a 9 de março, quando participavam na versão francesa do programa televisivo Survivor.

Antes, a 29 de dezembro de 2014, a Rússia chorou a morte de Besik Kudukhov (medalha de prata nos 55 quilos de luta livre), após um acidente de automóvel fatal aos 27 anos. Outro lutador, o egípcio Abdelrahman El-Trabily, de 24 anos, foi assassinado numa manifestação a favor do ex-presidente Mohamad Morsi.

Uma das mortes mais trágicas foi a de Jakkrit Panichpatikum. O atirador de precisão tailandês, com 40 anos, foi assassinado a 19 de outubro, dias depois de ter sido libertado sob fiança acusado de ter tentado matar a mulher. A sua sogra confessou mais tarde que tinha pago a sicários para o assassinarem.

Suicídios

Os insucessos desportivos também podem trazer fortes depressões que resultam na vontade de tirar a própria vida. Terá sido, pelo menos, o que se alegou após os suicídios do jovem pugilista australiano Billy Ward, com 20 anos, e da judoca russa Yelena Ivashchenko, de 28. Campeã da Europa por quatro vezes, não conseguiu passar dos ‘quartos’ em Londres e acabou por saltar da varanda do seu apartamento. Nomes que se juntam a outros quatro atletas que também perderam a vida após a presença na capital inglesa. Será mesmo uma maldição? Veremos se termina com os Jogos deste ano, no Rio de Janeiro.

E Quando Ramsey marca…

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