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Jorge Vieira: «Existe espaço e população para todas as São Silvestre»

• Foto: Pedro Catarino

Presente na cerimónia de apresentação da São Silvestre El Corte Inglés, Jorge Vieira aplaudiu a aposta feita em mais uma corrida no nosso país, reforçando que há espaço para todas as provas, já que isso acaba por promover algo tão positivo para a sociedade como a atividade física.

"Hoje já temos uma oferta alargadíssima e para a modalidade é uma oportunidade para que muito mais pessoas iniciem a prática. A corrida é saudável e natural, é talvez a mais natural modalidade, é fácil de ter acesso. Não é necessário grande equipamento. E ao iniciar a atividade pode mudar-se efetivamente as nossas vidas. Porque muda mesmo a vida das pessoas, tanto na saúde, como no bem-estar, na forma como encaram o dia a dia, melhoram a autoestima. É só vantagens para quem inicia esta prática. Já são milhões em Portugal. Somos de longe a a modalidade com mais praticantes, pena que não se traduza na filiação, se não seríamos certamente a que teria mais", começou por destacar o líder federativo, que em seguida destacou a figura de Armando Aldegalega, um dos embaixadores da corrida, como um dos exemplos a seguir.

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"Conseguimos ligar a elite à base, não há outra que o faça. A corrida acompanha-nos quando começamos a caminhar até quando chegamos à corrida. E depois temos um símbolo vivo da modalidade, como o Armando Aldegalega. Um símbolo da modalidade que nos mostra, aos 85 anos, que a corrida é efetivamente para todos, desde as crianças que aprendem a correr naturalmente, atá aos mais veteranos, que usam a corrida como uma continuação de vida. Certamente que o Armando é dos portugueses com mais quilómetros no corpo... E vejam a figura dele, o pensamento dele, quer ao nível do movimento. É um exemplo para trazer mais gente de todas as idades e níveis de forma, porque é possivel correr devagarinho e correr ao nível dos campeões. A corrida é o mais democrático que existe ao nível da atividade física", disse.

A fechar, Jorge Vieira abordou a realização de várias São Silvestre na área metropolitana de Lisboa e assumiu que isso só pode ser encarado como um bom sinal. "No dia 31 temos duas grandes São Silvestre, esta e a da Amadora. E o que estamos a verificar é que existe espaço e população para todas elas. Porque se se concentrassem todas numa, iriam esgotar rapidamente e ficariam em lista de espera. Estamos a concluir que há espaço e procura para mais eventos. Naturalmente que temos de ter todo o cuidado, este é um momento muito pontual do ano, todos disputam o último dia do ano para disputar estas provas, mas o mesmo não se passa noutras alturas, em que há quase um canibalismo para outros eventos. Temos de caminhar para ter um calendário organizado para que não haja este confronto. Aqui estamos a verificar que, felizmente, estão a bater-se recordes de participação numa e noutra. As pessoas têm liberdade de escolha e vão encontrar aqui, obviamente, um evento de grande qualidade, com um patrocinador de qualidade, com um jornal ímpar na sua ligação à modalidade. Julgo que há espaço para todas. Temos população e procura. E certamente no futuro terão de haver mais eventos para absorver as pessoas que vão chegar à modalidade", finalizou.

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Por Fábio Lima
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