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Nuno Catarino explica lucro do Benfica: «Resultado de 29 milhões de euros é bastante bom»

Nuno Catarino fala sobre o lucro do Benfica
• Foto: Miguel Baltazar

Nuno Catarino, CFO do Benfica, congratulou-se com o no primeiro semestre de 2025/26, divulgadas hoje. Em entrevista à BTV, o vice-presidente das águias detalhou as contas. "O resultado de 29 milhões de euros é obviamente bastante bom", atirou, enfatizando o "número sem paralelo" das receitas de quotização e de merchandising, compensando a queda do valor das transferências. 

"Temos, de facto, um resultado de 29 milhões de euros, em que eu destacaria aqui duas componentes. Temos cerca de 6,7 milhões de euros, que é um bocadinho o resultado a que nós chamamos o resultado recorrente do clube. É a forma como nós, internamente, olhamos para o clube, ou seja, sem algumas operações extraordinárias que possam ter ocorrido e que ainda ocorrem dentro da esfera do clube. Mas, sobretudo, sem olhar para o que é o negócio do futebol, que esse teve um resultado líquido de 40 milhões de euros. Depois, o Clube faz a apropriação desse resultado na justa proporção das ações que tem e isso resulta no tal resultado de 29 milhões de euros", referiu.

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O dirigente destacou, depois, o crescimento de 6%, para os 6,7 M€, do resultado recorrente operacional do clube. "Se queremos ver o clube sem o futebol, porque o futebol podemos sempre vê-lo à parte, olhando para a SAD, é talvez a maneira em que se pode ter mais granularidade e melhor entendimento do que estamos aqui a falar."

Esse aumento de 6%, explica o Benfica no relatório e contas, deve-se à subida dos rendimentos operacionais, de 35,8 M€ para 36,8 M€, "refletindo um crescimento de 3% face ao período homólogo" e que resulta das "receitas de quotização, que ascendem a 12,4 milhões de euros (+12%) e do merchandising, que atinge 11,5 milhões de euros (+5%), ultrapassando, em ambos os casos, os melhores registos do clube num primeiro semestre. Já os royalties de utilização da marca Benfica totalizam 8,8 milhões de euros (-9%), devido à diminuição dos rendimentos da Benfica SAD".

"Tivemos uma performance muito boa da quotização, da entrada de novos sócios. A quotização está a crescer. Semestre sobre semestre, cresceu 12%, que é um número que não tem paralelo, tirando algumas grandes campanhas há muito tempo da entrada de novos sócios. Temos visto a dinâmica dos novos sócios. Obviamente, as eleições e o interesse que houve nas eleições ajudaram a que este número tenha crescido. Também aproveito para dizer que não tem baixado desde então, por isso, mantém-se bastante forte. Mas, no futuro, será natural que cresça um bocadinho menos. Eu acho que tem estas duas componentes. É uma área em que nós temos bastante cuidado, também investimos bastante na recuperação de sócios, em falar com as pessoas, arranjar formas, porque às vezes as pessoas têm dificuldades de arranjar alternativas para que elas possam pagar as quotas, porque as quotas são obrigatórias, não há isenção de pagamento. Fazemos muito trabalho e isso tem-nos dado um crescimento bastante saudável. Neste ano temos um muito bom crescimento e, obviamente por essa posição, um novo recorde a nível de quotização", explicou Catarino.

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Quanto aos patrocínios, registou-se "ligeiro crescimento". É uma linha de negócios um bocadinho menor do que as outras, mas no merchandising houve motivos para celebrar. "Também tivemos um novo semestre recorde de crescimento. Também temos feito bastantes investimentos no merchandising, até de abertura de lojas, de crescimento do digital, e isso tudo está a ser refletido", exaltou.

A única rubrica em que se registou decréscimo foi a dos "royalties da marca", aquilo que o clube recebe da SAD. "Isso tem que ver com o facto de, sobretudo, o mercado de transferências de há dois anos, em termos de vendas, ter sido mais volumoso do que o mercado do ano passado. Como há uma percentagem sobre as vendas que o clube recebe por via de royalties, esse valor baixou. Mas é esse efeito. Apesar dessa baixa, a receita total do clube sobe 3% e novamente para um patamar recorde histórico. Em paralelo com este crescimento da receita, temos o crescimento dos custos operacionais nos 2%, ou seja, temos um crescimento de custos abaixo da inflação, na prática. Crescimento da receita acima da inflação e acima dos custos, os custos um bocadinho abaixo da inflação, o que dá um crescimento muito saudável daquilo que chamamos de resultado recorrente de cerca de 6%", rematou.

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