Cinco anos, seis troféus e 222 jogos. Matheus Reis encerrou o capítulo no Sporting, para refoçar o CSKA Moscovo, e acredita que deixa um "legado espetacular" em Alvalade. Aliás, o defesa confia que poderá acrescentar, pelo menos, mais um título no palmarés: o tricampeonato nacional.
"Não tenho dúvidas que eles - nós, porque também faço parte - vamos conquistar o tricampeonato. Ser campeão pelo Sporting é diferente, um sentimento inexplicável. Acredito muito, tenho muita fé. A atitude tem de estar sempre presente, isso é que nunca pode faltar. Podes errar um passe ou um lançamento, mas nunca deixar de correr, de lutar. É isso que nos vai trazer o tricampeonato", manifestou, em declarações à Sporting TV, confiança assente no facto de o balneário morar um "grupo de guerreiros e de leões". "Vão conquistar coisas grandes. Um leão não dá passos atrás. Não existe amanhã, é vencer ou morrer. É o sentimento que fica. É lutar em cada jogo como se fosse o último".
Uma mentalidade que, assume, herdou de outros jogadores que, tal como ele, também envergaram a braçadeira de capitão dos verdes e brancos ao longo dos últimos anos. "Aprendi muito com os nossos capitães, o Seba [Coates], o [Luís] Neto, o Adán, etc. Foi uma aprendizagem grande. O Seba conquistou tudo o que havia para conquistar e teve sempre humildade. O Neto também. É uma responsabilidade tremenda. Se for preciso dar uma 'dura', damos a 'dura', mas por vezes também passa por ouvir o que [os jogadores] pensam e sentem. Os nossos miúdos estão no caminho certo, vão dar muitas alegrias aos nossos adeptos", explicou, recordado da ocasião em que pela primeira vez foi nomeado capitão: "Quando recebi a notícia comecei a olhar para trás: ‘Caramba, olha tudo o que passei aqui e o que lutei para chegar a este momento...’. Estava preparado, sabia que uma hora ia chegar. Sempre tive a humildade de ouvir e de aprender. Foi a cereja no topo do bolo".
Agora à distância, na Rússia, Matheus Reis continuará a ser "mais um a apoiar" e espera que ninguém em Alvalade perca a "aura" vencedora. "O Sporting é uma extensão minha e da minha família. Representa tudo na minha vida. Quando cheguei vinha de um momento difícil, muitos não acreditavam no meu potencial. Trabalhei muito e depois vieram conquistas. O legado que deixo para os sportinguistas é a vontade de vencer e defender o clube. Todos os jogadores que vierem para o Sporting têm de ter um mínimo disso, de querer dar o melhor, de lutar pelo clube, de querer conquistar títulos. Que venham mais jogadores com esse perfil, de luta e de batalha. Não podemos perder essa aura que se criou nos últimos anos. Agradeço o carinho e as mensagens de todos. Saio de cabeça erguida. Missão cumprida. O meu coração é leão, sempre"; rematou.
Por Ricardo GranadaEm entrevista à Sporting TV, o agora ex-leão, reforço do CSKA Moscovo, passou em revista "cinco anos de muitas conquistas e muitas batalhas", mas também os "momentos difíceis"
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