A Bélgica tem sido uma das seleções em destaque na zona europeia de qualificação para o Mundial’2014. No primeiro lugar Grupo A e ainda imbatíveis - venceram 6 jogos e empataram 1 – os diabos vermelhos estão perto de garantir uma vaga na prova brasileira, num grupo onde está a Croácia e a Sérvia, para além de Escócia, País de Gales e Macedónia.
Fora das grandes competições desde o Mundial’2002 – na altura os belgas chegaram aos oitavos-de-final com uma equipa onde brilhava o atual selecionador Marc Wilmots e o avançado Emile Mpenza, assim como o defesa Daniel Van Buyten, único sobrevivente dessa seleção – a Bélgica arrisca-se a voltar aos grandes palcos, fruto do trabalho daquela que pode bem ser a melhor geração da história do seu país e uma das melhores do futebol europeu da atualidade.
Quando se fala em Bélgica, nomes como Enzo Scifo, Eric Gerets, Jan Ceulemans, Staelens, Van der Elst, Michel Preud’Homme, Marc de Grijse, Philippe Albert, Georges Grun ou até mesmo Wilmots são incontornáveis, depois de terem conduzido a sua seleção a constantes presenças nas fases a eliminar das grandes provas. No entanto, a atual equipa tem mais que potencial para vir a superar os feitos da brilhante geração de 90.
Não é só a presença no Brasil que está em jogo, pois com a qualidade do atual elenco e as vastas opções para todas as posições, a Bélgica arrisca-se a ser uma das principais surpresas da prova. Para se ter noção das potencialidades belgas, na última partida de qualificação frente à Sérvia, no banco de suplentes estavam jogadores que certamente formariam um onze com capacidade para lutar pelo apuramento. Quando Hazard, Moussa Dembélé e Lukaku são suplentes utilizados, está tudo dito sobre o valor desta equipa.
Na baliza está Courtois, uma das maiores promessas do futebol mundial e na defesa há nomes como Vertonghen, Kompany ou Alderweireld. No “miolo” os titulares são os “cabeludos” Fellaini e Witsel, mas há ainda outras opções como Defour ou Dembélé, e nas alas destacam-se De Bruyne, Chadli, Dries Mertens e Hazard. Já na frente as opções passam pelos jovens Lukaku e Benteke, que esta temporada brilharam ambos na Premier League.
Para o duelo com a Sérvia, Wilmots chamou ainda os guardiões, Mignolet e Gillet, os defesas Van Buyten, Guillaume Gillet, Lombaerts e Pocognoli, o médio experiente Timmy Simons e os avançados Mirallas e Jelle Vossen. E de fora ficaram nomes como por exemplo Vermaelen, Nainggolan, Van Damme, Vanden Borre, Boyata, Blondel, Tom De Sutter, Denis Odoi e Timothy Derijck.
Contudo, tendo em conta que dos 23 jogadores convocados apenas 3 jogadores têm mais do que 30 anos, esta é uma equipa talhada para brilhar para lá do Mundial do Brasil, pois grande parte das atuais estrelas ainda têm tenra idade e larga margem de progressão.
Mas não se fica por aqui, pois há já jovens a aparecer nas seleções mais jovens como o guardião Koen Casteels, o defesa do Manchester United Marnick Vermijl e os médios Yannick Ferreira-Carrasco, craque que desponta no Monaco e tem nacionalidade portuguesa, e Paul-Jose M’Poku, todos eles da equipa belga que esteve esta semana no Torneio de Toulon.
A juntar a este lote há ainda Yassine El Ghanassy, Lestienne ou mesmo o membro mais novo do clã Hazard, Thorgan, todos eles já chamados à equipa principal e que prometem no futuro dar cada vez mais dores de cabeça ao selecionador dos diabos vermelhos.