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O documentário 'The Figo Affair' (em português, 'O Caso Figo'), estreia na Netflix esta quinta-feira mas o jornal 'The Independent' assistiu à anteestreia e conta uma história que poderá ter espoletado toda a transferência, que se viria a revelar histórica por parte do antigo internacional português: do Barcelona para o maior rival, o Real Madrid.
Segundo o diário britânico, Figo gostava do Barcelona e era uma referência dos culés até ao dia em que passou a ser merengue. Mas a história não tem só a intervenção de um português. Há outro que assume preponderância e que dá pelo nome de Paulo Futre.
O antigo jogador de Benfica, FC Porto e Sporting, mas também do Atlético Madrid, era amigo chegado de Luís Figo em 2000 e foi convidado por Florentino Pérez para um encontro. Essa reunião entre ambos servia para explicar os planos que este último tinha para o Real Madrid e que planeava contratar Figo, referência do Barça, assim que se tornasse presidente dos blancos.
Apesar das reservas de Futre, Florentino Pérez garantiu que o negócio poderia suceder face à cláusula de rescisão no contrato do jogador que o Barcelona contratou ao Sporting em 1995. Posto isto, Futre ligou ao então agente de Luís Figo, José Veiga, explicando-lhe a situação, mas este desligou a chamada mal percebeu o que lhe estava a ser contado.
"Futre ficou chocado e possivelmente humilhado", conta o 'The Independent', mas não assumiu a 'derrota' no processo. O antigo jogador natural do Montijo não deu conta do fim de chamada ao então candidato à presidência do Real e fingiu continuar a falar com Veiga sobre a comissão relativamente à mudança para a capital espanhola, percebendo que Florentino teria dinheiro suficiente para cobrir a cláusula.
"Aquele 30 ou 40 segundos em que eu fingi falar com José Veiga foram a chave para toda a transferência", assumiu Paulo Futre no documentário da Netflix. A verdade é que o 'impensável' haveria mesmo de suceder e Luís Figo trocou o Barcelona pelo Real Madrid por 60 milhões de euros, tornando-se o jogador mais caro da história, corria o ano de 2000.
A envolvência de Paulo Futre na operação já havia sido revelada por Vicente Montes, advogado que ajudou a elaborar a transferência, assumindo que tudo começou três meses antes das eleições no Real Madrid, em julho de 2000.
"O processo iniciou-se uns três meses antes das eleições. Ligaram-me o Paulo Futre e o José Veiga, que era empresário do Figo. O Paulo já me tinha perguntado antes, sem me dizer quem era o jogador, se se podia contratar um futebolista de uma forma concreta. Só umas horas antes da reunião é que soube que se tratava do Real Madrid e do Figo", sublinhou.
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