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A resposta de José Mourinho durou 12 minutos. O treinador do Manchester United tratou de fazer a defesa do trabalho que desenvolveu desde que chegou ao clube no verão de 2016 e deixou bem claro uma vez mais que tem muito mais para fazer de forma a colocar de novo os red devils no topo da elite do futebol europeu, um estatuto que se foi perdendo desde a última presença numa final da LIga dos Campeões, em 2011.
Para Mourinho, o United está numa fase semelhante às que Barcelona, Real Madrid, Bayern Munique - ou até Manchester City - atravessaram. Trata-se de fazer uma enorme reconstrução num ambiente 'hostil', onde alguns aproveitam a mais pequena oportunidade para atacar. Como é a recente eliminação da Liga dos Campeões em casa, diante do modesto Sevilha.
"Tenho um trabalho impressionante para fazer. Podia estar noutro país com o título no bolso, mas estou aqui - e continuarei a estar aqui e de forma alguma mudarei a minha mentalidade", começou por indicar Mourinho, dando sinais de que tem o apoio incondicional da administração do United.
"Não sei se conhecem a expressão, 'cada parede é uma porta. Não vou fugir, nem desaparecer ou chorar porque ouviu uns assobios e vaias. Não vou desaparecer no túnel, fugindo de imediato [após os jogos]. No próximo jogo serei o primeiro a sair para o relvado. Não temo as minhas responsabilidades", prosseguiu, recordando o currículo:
"Quando tinha 20 anos não era ninguém no futebol. Era o filho de alguém, com muito orgulho nisso. Agora, aos 55, sou aquilo que sou e fiz o que fiz com trabalho, talento e com a minha mentalidade. Eles que sejam duros. Percebi isso durante muitos e muitos anos, que foi duro para as pessoas que não gostam de mim, 'aqui está ele de novo, a ganhar outra vez'. Eles que se mantenham unidos. Não ganhei nada nos últimos 10 meses... o meu último título foi há 10 meses."
"Derrotei Liverpool, Chelsea, perdi frente ao Sevilha e agora é o momento deles para se alegrarem. Aprendi da minha formação religiosa em ser feliz com a felicidade dos outros. Por isso, que seja assim, eu sou um tipo mesmo muito feliz", assinalou.
"Quando me for embora, o próximo treinador do Manchester United encontrará cá [Romelu] Lukaku, [Nemanja] Matic e, claro, [David] De Gea, que já está por cá há bastantes anos. Encontrará jogadores com mentalidade diferente, com qualidade, conhecimentos, diferente estatuto, 'knowhow'", assegurou ainda.
"Por algum motivo se chega aos quartos-de-final da Liga dos Campeões e há quatro clubes que estão lá sempre. O Barcelona nos últimso sete anos, oito anos, Real Madrid, Juventus, Bayern Munique e depois, num ano ou noutro, surge clubes como o meu Inter Milão, ou como o Monaco na última temporada. Mas há sempre aqueles que estão lá sempre por alguma razão", prosseguiu, para depois encerrar:
"O bom para mim, o sentimento fantástico para mim, é que estou exatamente na mesma página do que os proprietários, os senhores [Ed] Woodward e [Richard] Arnold [administradores]. Todos estamos na mesma página, concordamos em tudo, por isso, a vida é boa."
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