A sexta camisola de campeão europeu de Iúri leitão tem o 'sabor' da primeira

Pódio do Campeonato da Europa de Pista com Iúri Leitão a arrecadar o ouro
• Foto: uec

 A sexta camisola de campeão europeu de Iúri Leitão é "como se fosse a primeira", assumiu  o ciclista português após , no omnium, o primeiro título continental para Portugal numa disciplina olímpica.

"Foi um dia muito longo. Comecei muito bem, com duas vitórias, e a última corrida foi muito longa e difícil, com muito calor, mas foi igual para todos. Joguei as minhas cartas e no final conquistei a camisola de campeão europeu, o que me deixa muito feliz", resumiu, em declarações à União Europeia de Ciclismo (UEC).

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Leitão sagrou-se hoje campeão da Europa de omnium, em Konya, na Turquia, somando o seu sexto título europeu na pista e o primeiro de Portugal numa disciplina olímpica.

"É a minha sexta camisola, mas, para mim, é como se fosse a primeira. Foi uma corrida muito difícil, tive de lutar até ao fim e por isso tem um significado especial. Estou muito orgulhoso", destacou o vianense, de 27 anos.

Segundo à entrada para a última prova do omnium, Leitão esteve irrepreensível na corrida por pontos para assegurar o ouro, somando um total de 140 pontos. O neerlandês Yanne Dorenbos foi segundo, com 131, com o alemão Roger Kluge a fechar o pódio, com 126.

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Quatro vezes campeão da Europa de scratch (2020, 2022, 2024 e 2025) e uma na corrida por pontos (2025), o ciclista da Caja Rural junta o ouro europeu no omnium à prata olímpica conquistada nesta disciplina em Paris2024 e ao título mundial de 2023.

"Quero agradecer a todas as pessoas que desde sempre me acompanharam, especialmente hoje. Agradecer também a toda a minha família e aos meus amigos, especialmente ao meu colega Miguel Salgueiro, que está em recuperação. Saiu hoje do hospital de propósito para conseguir ver a corrida e quero deixar-lhe uma palavra especial de agradecimento", realçou.

Miguel Salgueiro participou na festa do novo campeão europeu de omnium no velódromo de Konya horas após ter tido alta hospitalar -- estava internado desde domingo na sequência de uma queda grave na prova de eliminação nos Europeus de pista, na qual fraturou uma costela e duas vértebras.

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Já o selecionador Gabriel Mendes destacou, em declarações à assessoria de imprensa da Federação Portuguesa de Ciclismo, o novo "momento histórico" protagonizado pelo seu 'pupilo'.

"Tem um significado especial ganhar nas disciplinas olímpicas. Já tínhamos feito vários pódios, mas nunca tínhamos ganho um Europeu de elite nestas disciplinas. É preciso muita competência a vários níveis, do atleta e da equipa, para sermos eficientes num programa tão duro", notou.

Gabriel Mendes lembrou que a seleção de pista está "quase nas 90 medalhas entre Europeus, Mundiais e Jogos Olímpicos, o que é muito significativo para o ciclismo português".

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Já depois da euforia do ouro de Leitão, Daniela Campos esteve na pista para ser 17.ª na corrida por pontos, conquistada pela 'estrela' belga Lotte Kopecky.

"Sabíamos que ia ser uma corrida exigente. Tínhamos a ambição de procurar pontuar através de um sprint ou de uma fuga, mas infelizmente não conseguimos perante o nível das melhores atletas em prova. Temos de continuar a trabalhar para melhorar nas próximas competições", analisou o selecionador.

Portugal encerra a participação dos Europeus de Konya na quinta-feira, com Iúri Leitão e Diogo Narciso a formarem dupla no madison, disciplina em que o vianense se sagrou campeão olímpico juntamente com Rui Oliveira em Paris2024.

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Por Lusa
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