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Yakuza Zero: Street of Rage japonês

Foto: DR RECORD

1/3

Prequela da famosa saga da Sega

Yakuza Zero é a prequela da famosa saga da Sega que chega finalmente à actual geração de consolas. Desde já é preciso dizer que não é necessário jogarem os restantes jogos da saga para perceberem este enredo mas, obviamente, ajuda se conhecerem o enredo e personagens. Yakuza 0 leva-nos de volta ao Japão do final da década de 80, onde o mundo empresarial e a máfia estão demasiado próximas num país com grande crescimento económico. Com o regresso de algumas das personagens mais famosas da saga, o enredo torna-se mais negro e profundo, mas já lá vamos. Comecemos pelo grafismo. Nota-se que Yakuza Zero não é um jogo consistente. Ao ter demorado demasiado tempo a chegar às nossas consolas, percebe-se que foram necessárias melhorias, mas estas não foram globais. Nuns momentos tempos personagens e cenários muito bem detalhados, noutros temos gráficos da geração anterior. Tal nota-se, principalmente porque este open world está cheio de vida, e por isso nem tudo está graficamente a um bom nível. Apesar destas falhas, o design é fantástico, os detalhes são mais que muitos e cada rua tem uma identidade muito bem pensada, levando-me a acreditar que poucos open worlds conseguiram uma atmosfera tão boa e credível.

Em termos sonoros o jogo está bastante bom, com efeitos sonoros competentes e uma banda sonora que apesar de não ser fantástica, nunca compromete. No entanto o destaque vai para o muito bom trabalho de vozes, japonesas, que criam grande ambiente nas cenas mais emotivas e que encaixam muito bem em cada personagem. Na jogabilidade o jogo é bem conseguido numa primeira fase, mas torna-se repetitivo nos momentos de luta, levando a que o desafio acabe aos poucos. Os combates são violentos e sempre divertidos, mas não existe uma gradual necessidade de estratégia.

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Como sempre, é na história que Yakuza se foca. A sociedade japonesa está muito bem recriada, existem bons momentos de comédia, mas na maioria este é um enredo pesado, com muitas reviravoltas, momentos emotivos e violentos, e muitas traições. Com o enredo a ser o principal trunfo, o jogo não tem problemas em apresentar cutscenes de mais de 10 minutos em que apenas vemos a história a desenvolver, mas nunca senti que o jogo se arrastava ou ficava monótono. A isto juntam-se várias missões secundárias, muito ao estilo japonês e bastante parvas, e existe ainda a possibilidade de evoluirmos o nosso império das mais diversas formas. Pelo meio, muitos mini jogos. Tudo junto dará mais de 50 horas de jogo a quem queria explorar.

Yakuza 0 é o melhor jogo da saga. O mais completo e mais profundo, com um enredo que surpreende. Alguns problemas na jogabilidade e nos gráficos retiram alguma qualidade, mas continua a ser um jogo que deve ser jogado por quem gostar do género, e que, provavelmente, no final de 2017 estará no top dos melhores enredos

Enredo – 4

Gráficos – 4

Jogabilidade – 3,5

Som – 4,5

Nota final – 4

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Por Luís Pinto
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