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Tradição democrática

O Movimento Servir o Benfica foi criado na congregação da vontade de associados anónimos do Sport Lisboa e Benfica que entenderam que estava na altura de ter voz e de expressar as suas preocupações sobre a realidade actual do Sport Lisboa e Benfica.

Definimos três pilares fundamentais para o Sport Lisboa e Benfica:

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- Ambição desportiva, num clube que tem que ser naturalmente hegemónico em Portugal e competitivo na Europa;

- Transparência, devendo ser uma referência para qualquer organização nacional até por se tratar de uma instituição que tem merecidamente o estatuto de utilidade pública;

- Tradição Democrática, num clube que já era democrático antes de 25 de Abril de 1974.

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É sobre este último pilar que vamos falar. Num acto eleitoral cuja organização é da responsabilidade dos actuais órgãos sociais, será aceitável que o processo seja manchado por:

- Um voto electrónico controlado pela gestão do clube, num sistema fechado e não auditado desde 2006 por qualquer entidade independente?

- A não existência de cadernos eleitorais?

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Será ainda aceitável ou democrático que havendo, desta vez, voto eletrónico com comprovativo físico, a Mesa da Assembleia Geral não queira a eventual recontagem física dos votos em urna? (Além do embelezamento daquilo que parece ser desde já uma fraude, para que serve então o comprovativo em papel?)

Para o Movimento Servir o Benfica, este é um processo que conduz a pouca transparência e ao triste desfecho de não garantir uma eleição imaculada, defraudando as expectativas dos Benfiquistas que querem continuar a acreditar num Sport Lisboa e Benfica democrático.

Por outro lado, intriga-nos como diversos apoiantes da recandidatura de Luís Filipe Vieira aceitam tudo isto de bom grado. Por isso, vimos por este meio questionar directamente o Dr. António Costa, Primeiro-Ministro do Governo de Portugal; Dr. Fernando Medina, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa; Dr. Joaquim Santos, Presidente da Câmara Municipal do Seixal; Dr. Telmo Correia, deputado da Assembleia da Républica; Dr. Duarte Pacheco, deputado da Assembleia da Républica, e o candidato a Presidente da Mesa da Assembleia Geral da lista candidata aos órgãos sociais encabeçada por Luís Filipe Vieira, Dr. Rui Pereira, ex - Ministro da Administração Interna, ministério que tem sob sua tutela a Comissão Nacional de Eleições:

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- Consideram aceitável o processo eleitoral do Sport Lisboa e Benfica?

- Consideram legítimo, enquanto actuais responsáveis políticos, a implementação de votação electrónica em eleições para a Administração Central ou Local?

- Podemos concluir que a contagem física para V.Exas. é dispensável?

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- Revêem-se na opacidade plasmada em todo este processo?

Estas respostas são prementes, porque está em causa a democracia do Sport Lisboa e Benfica. Não queremos acreditar que altas figuras dos principais órgãos da República Portuguesa legitimem com o seu apoio este processo eleitoral.

Autores: Vários subscritores do Movimento Servir o Benfica

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