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Drawn to Death: Gatafunhos loucos, mortíferos e viciantes

1/3

Um jogo fresco e inovador

Há dias apelidei Drawn to Death de 'gatafunhos da morte'. Ainda não tinha jogado e a alcunha era apenas pelo que via e lia do jogo. Agora que já meti as mãos na massa, concluo que... sou um visionário. O esquema é o seguinte: pintem uma folha de papel com seres de formas variadas, cheios de armas igualmente estapafúrdias e acrescentem-lhe umas boas picotadas de sangue. Resumindo: um jogo de loucos.

Drawn to Death não tem sentido, precisamente porque se passa no caderno de um adolescente durante as aulas. E o que tem sentido na adolescência, amigos? O jogo é pura imaginação de alguém que, como nós nessa idade, fazia de tudo para escapar mentalmente da sala e do tom de voz irritante do professor.

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Assim começa a história deste exclusivo da PS4. De respente, olhamos para o caderno e surge o menu do jogo. Estamos em terreno desconhecido, nunca vimos nada assim e, portanto, o melhor é procurarmos algo como 'training'. Existe! Vamos lá perceber isto.

Chega a parte em que o sapo me ensina a recarregar a arma. Ordena-me que diga "Reload" para o Dualshock, enquanto aparece uma linha de som que teima em não registar qualquer vibração. Dou comigo a pensar 'epá, não me lembro de os comandos da PS4 terem microfone' e nisto sou gozado pelo sapo, que volta a chamar-me de tudo um pouco. Afinal, para fazer reload era só carregar no quadrado.

Derroto alguns inimigos ainda no 'training', entre os quais um gato gigante que se apresenta da seguinte maneira:

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"Matar-te é tão divertido! Miau!".

Pouco depois, acrescenta:

"PS: 'Miau' significa 'morre, seu miserável!'"

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Bem, deixei o tutorial para trás e fui à luta. Regras simples: escolher personagem e armas, multiplayer 2 contra 2, votar num cenário e em poucos segundos estou na ação em modo deadmatch. Pois é, meus amigos: acabou-se o sossego. Drawn to Death é um jogo de ação frenética em que não há tempo para mais nada a não ser disparar.

Se os personagens são completamente loucos (viram no trailer um que tinha umas pernocas de miúda giraça e uma cabeça de tubarão?), as armas não o são menos: há, por exemplo, uma que é... uma sepultura em que o morto acorda e é catapultado para cima do nosso inimigo. Outras, mais simples, passam por uma... consola de jogos ou por fazermos um mortífero solo de guitarra. E falando em guitarras, contem com algumas boas guitarradas na banda sonora.

Não vou levantar mais o véu, mas fica o aviso: Drawn to Death é a prova em que, por vezes, um esboço não necessita de ser passado a limpo. Perceberam ou querem que vos faça um desenho?

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Enredo: 2

Gráficos: 3

Jogabilidade: 3,5

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Som: 3,5

Por Luís Miroto Simões
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