Little Nightmares: Tem mesmo de ser às escuras...

1/3

Bandai Namco consegue produto de qualidade

Little Nightmares, da Bandai Namco, chegou finalmente ao mercado, depois de muita promoção nos últimos meses. Aguardei ansiosamente por este título, desenvolvido pelos Tarsier Studios, porque me queria parecer que seria uma espécie de Limbo/Inside com mais qualidade. E cumpridas as primeiras horas de jogo, não defraudou de forma alguma as minhas expectativas. Tem laivos dos dois jogos acima referidos, mas com uma ambiência noir ainda mais declarada (como se fosse possível) e com aquilo a que gosto de apelidar de "requintes de malvadez".

Assumimos o papel de Six, uma menina de 9 anos, que tem como missão encontrar o caminho para longe do ambiente infernal do The Maw, um local que nos remete para alguns elementos dos pesadelos que tínhamos na infância.

PUB

De resto, a aposta forte nesta vertente mais densa, faz com que este se tenha tornado num jogo que não é claramente para crianças. A indicação PEGI 16 não deixa margem para dúvidas, mas como sabemos há quem esteja pouco preocupado com a classificação etária do jogo e "se o menininho pede, nós compramos".

Com este apetecível Little Nightmares fica já feito o aviso do Tio Seixas – não deixe a criançada embarcar na aventura se não tiver a idade correta para o fazer. Eu deixei a minha namorada estrear o jogo e posso avançar desde já que se viveram momentos de algum temor na nossa casa da Ericeira (quem escreve sobre Gaming vive em sítios fashion).

Com uma delicadeza provocadora, os elementos de terror vão surgindo pé ante pé ao longo dos primeiros minutos de ação e rapidamente percebemos que vamos ter medo. Não o medo "gore" e meio forçado de Resident Evil 7 e afins, mas o terror mansinho, que arrepia os pêlos da nuca (especialmente se formos "old school" e estivermos a jogar às escuras e de auscultadores na cabeça).

PUB

Ou seja, temos um jogo bem conseguido, onde através de vários cenários e plataformas, somos convidados a descobrir o caminho até à nossa salvação. Vamos errar, vamos ficar alguns minutos a pensar que é impossível ultrapassar determinado desafio mas pouco depois, quando a massa cinzenta começa a funcionar, a coisa dá-se de forma tranquila.

É impossível não fazer uma remissão a Limbo e Inside. Mas desta vez todos os elementos que são comuns a estes títulos surgem refinados. Temos melhores gráficos, melhores cenários, melhor jogabilidade e, na minha opinião, mais qualidade narrativa. Uma aposta firme da Bandai Namco e um jogo que não pode faltar na prateleira de um fã de terror.

Segue o Record Gaming no Facebook - https://www.facebook.com/RecordGamingPT  

PUB

Envia as tuas questões para – joaoseixas@record.pt 

Por João Seixas
Deixe o seu comentário
PUB
PUB
PUB
PUB
Notícias Mais Vistas
PUB