O ano de 2016 é o primeiro da era ‘virtual reality’, aquele em que sistemas de realidade virtual aplicados aos videojogos avançam para a massificação. A Sony assume a condição de pioneira, com o lançamento oficial do Playstation 4 VR, mas há mais sistemas prontos a fazer mexer o mercado – como o Oculus Rift, em parceria com a Samsung, ou o Vive, da HTC.
As dúvidas são ainda muitas e, no caso específico da aplicação da realidade virtual aos videojogos, só o tempo pode ajudar a desfazê-las. É verdade que a Sony anunciou portfólio de mais de 60 títulos e fez impressionante apresentação em Paris, durante a Games Week da capital francesa mas, e tal como tem acontecido com as consolas, o êxito vai depender da evolução e poder de atração dos jogos e da própria consolidação do sistema.
Para já, os consumidores sabem que o preço dos óculos PS4 VR vai rondar os €450, mais do que a própria PS4. O sistema, reportado como mais leve do que o Oculus Rift (pesado e pouco ‘user friendly’, podemos garantir), tem design apelativo e parece fácil de usar. Tem ‘displays’ (um por cada olho) Full HD OLED com resolução 960x1080 e é ligado à PS4, que serve como processador. Há ainda uma pequena caixa, também é ligada à consola, para garantir total imersão no ambiente 3D. A promessa é grande. A confirmação vai começar ao longo do ano.
A versão online de Grand Theft Auto (GTA) tem novos desafios na vertente online para as consola PlayStation 4, Xbox One e para o computador. Mais do que as habituais atividades fora da lei, o que está aqui em causa é a ‘construção’ de organizações criminosas. Onde o jogador é o líder. Capaz de contratar ou demitir outros jogadores, ao mesmo tempo que defronta os opositores em operações ‘freemode’. A cidade de Los Santos surge atualizada. E há um iate para desfrutar.
A vida em grupoMais uma proposta para extensa legião de adeptos dos ‘The Sims’, a expansão ‘Get Together’ (lançada no final do ano) propõe uma lógica, digamos, social, para os habitantes de Sim City. Desta vez a Electronic Arts desafia os jogadores a controlar grupos diferentes de ‘Sims’, levando-os depois a participar em diversas atividades. Quais? Conversar, visitar um pub ou... dançar.
Por Paulo Renato Soares