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"Sabemos que o treinador não vai estar no banco, mas temos jogadores com muita experiência. Precisamos ainda mais de um treinador dentro de campo e o Luisão é um comandante. Aceitamos as suas instruções". As palavras são de Garay que, na sexta-feira deixava nos ombros do central brasileiro o "peso" de ser o "treinador" dentro das quatro linhas enquanto Jorge Jesus cumpre castigo.
A primeira experiência de Luisão como treinador-capitão esta época correu bem em termos de resultado final, uma vez que o Benfica bateu o Sp. Braga na Luz na passada jornada. Luisão não é apenas o capitão da equipa da Luz, o comandante da defesa e um dos mais experientes jogadores às ordens de Jorge Jesus. É, nos dias de hoje, uma espécie cada vez mais rara no futebol de alta competição, por estar há tanto tempo no mesmo clube.
Luisão chegou ao Benfica no verão de 2003 vindo do Cruzeiro, onde despertara a atenção pelo seu estilo fogoso, empenhado, nem sempre bonito, mas eficaz e seguro. Havia ganho a Taça do Brasil e tido mesmo a estreia na seleção brasileira, mas sentia necessidade de partir para o futebol europeu para dar um verdadeiro salto qualitativo na sua carreira.
Na primeira época na Luz, contudo, as coisas não foram fáceis mas ao fim de dois meses conseguiu estabelecer-se e terminou a época vencendo o seu primeiro troféu no clube, a Taça de Portugal, numa final frente ao FC Porto.
De então para cá, Luisão foi ganhando não só a confiança dos sucessivos treinadores como a admiração e o carinho dos adeptos do Benfica. Em 2011 renovou o seu contrato com o clube, que é agora válido até final da época 2015/16. Neste período, atingiu uma posição de algum destaque na seleção do Brasil, tendo conquistado a Copa América (2004), duas Taças das Confederações (2005 e 2009) e participado em duas fases finais do Mundial (2006 e 2010).
No Benfica, Luisão completou 10 temporadas seguidas no clube, igualando um feito que no século 21 só havia sido conseguido por dois outros jogadores – o guarda-redes José Moreira e o avançado Pedro Mantorras.
Nascidos com apenas 2 dias de diferença (Mantorras, em Luanda, a 18 de março de 1982 e Moreira, em Massarelos, a 20), chegaram à equipa principal do Benfica na mesma época de 2001/02. Mas, por uma razão ou por outra, apenas os primeiros anos no Benfica foram felizes para os dois jogadores. Em 2002/03 Mantorras sofre uma primeira lesão e falha toda a época seguinte. Reapareceu em 2004/05 mas em três épocas não conseguiu fazer mais de metade dos jogos. Em 2009/10 faz apenas 1 jogo e na época 2010/11, a décima como jogador do Benfica, foi penosa, sem qualquer jogo e o anúncio do fim antecipado da carreira, aos 29 anos.
Se cumprir o contrato (até 2016) completará 13 épocas consecutivas no Benfica, algo que, nos últimos 30 anos, foi conseguido apenas por António Veloso.
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