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Pedro Guerra esteve presente, esta segunda-feira de manhã, na sessão de julgamento do processo que lhe foi movido pelo FC Porto, por Pinto da Costa e Luís Gonçalves, relativamente às declarações do comentador no programa 'Prolongamento', na TVI, em 2018. À saída do Tribunal do Bolhão, no Porto, o comentador, acusado de dois crimes de difamação, apontou baterias ao presidente dos dragões.
"Tenho pena que o FC Porto me continue a perseguir, mas não tenho medo do senhor Pinto da Costa. Quem não esteve aqui hoje foi ele", disse, sustentando a sua defesa na liberdade de expressão: "No dia em que, em Portugal, as pessoas não puderem dizer aquilo que pensam, muito mal estará o país. Se compreendo a queixa do FC Porto? Claro que não, é uma forma de pressão a que nos habituou e que me têm feito a mim. Apenas questionei porque é que um árbitro tinha sido mudado. Acham normal que um árbitro seja mudado e o Conselho de Arbitragem, e essa foi a minha preocupação, não tenha esclarecido?"
Recorde-se que, no início de fevereiro, presente numa sessão de julgamento, a segunda, à qual Pedro Guerra faltou, Pinto da Costa disse que o arguido "anda a fugir ao Tribunal".
Durante a audiência desta segunda-feira, convidado pela juíza a pronunciar-se sobre o processo, o comentador foi lacónico: "Para já não quero falar, mas o que acabei de ouvir [da parte da acusação] é inacreditável." Os factos na génese do processo remontam a 2018, quando Pedro Guerra aludiu à substituição do árbitro Fábio Veríssimo por Carlos Xistra, antes de um jogo entre a B SAD e o FC Porto, deixando no ar uma alegada interferência dos responsáveis azuis e brancos. Pinto da Costa não marcou presença na sessão desta segunda-feira, com o FC Porto a ser representado pela advogada Inês Magalhães.
Foram ouvidas, por videoconferência e como testemunhas arroladas pela defesa, o advogado Pedro Proença; António Rola, antigo árbitro e atual comentador da BTV; assim como o intermediário César Boaventura. Carlos Janela e o jornalista Joaquim Sousa Martins viram os seus testemunhos adiados, por limitações relacionadas com a greve dos funcionários judiciais, para a próxima sessão, marcada para o dia 23 de março.
Tema central desta terceira sessão de julgamento foi a nomeação dos árbitros e a forma como eram alegadamente conhecidas essas nomeações mesmo antes de serem divulgadas oficialmente. À altura dos factos, tal só se verificava na véspera dos jogos, de forma a reduzir a pressão sobre o sector da arbitragem.
Pedro Proença revelou que "sabia das nomeações dos árbitros à quinta-feira", enquanto César Boaventura foi mais longe. "Sabia das nomeações dos árbitros às quartas ou quintas-feiras, toda a gente do futebol sabia. Denunciei isso à Polícia Judiciária e na minha página do Facebook. Havia uma pessoa dos Super Dragões que também sabia e enviava-me os prints com as informações", referiu o intermediário ligado ao futebol, apontando que tais informações "só poderiam sair de quem nomeava os árbitros".
Quanto à forma como Pedro Guerra abordou a troca de Fábio Veríssimo por Carlos Xistra, na liderança da equipa de arbitragem que dirigiu esse jogo B SAD-FC Porto, devido ao falecimento de um familiar do primeiro, o entendimento de António Rola e de César Boaventura foi de que a responsabilidade ficou a cargo do Conselho de Arbitragem da FPF, que deveria ter sido célere a explicar a alteração.
Pedro Proença, comentador ligado ao Sporting, desvalorizou a polémica, lembrando que a forma de atuar de Pedro Guerra enquadrava-se "na genética do programa", de forma a "captar audiências". No seu entender, a questão levantada por Pedro Guerra foi "especulativa", pelo que falar-se em "suspeição é exagerado". "Perguntar pela substituição de um árbitro não pode ser passível de questão judicial", rematou.
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